sexta-feira, 14 de maio de 2010

Guia "Figueiró Ecológico" apresentado em Figueiró dos Vinhos

O Município de Figueiró dos Vinhos apresentou na III Semana da Floresta, o guia de gestão de resíduos sólidos urbanos "Figueiró Ecológico". Trata-se de uma iniciativa que se prende com a preocupação deste município com as questões do ambiente.
Neste guia é dada informação sobre o tratamento que se deve dar aos vários tipos de resíduos produzidos diariamente em todas as casas. A juntar à rede de recolha de embalagens (Ecopontos) que a Câmara já tem implementada, a novidade é a recolha de Pilhas, Rolhas de Cortiça, Óleo, Objectos Volumosos e Resíduos Verdes, que a partir de agora os munícipes figueiroenses também podem separar, uma vez que está já implementada uma rede de recolha destes tipos de materiais.
O guia "Figueiró Ecológico" dá uma ajuda disponibilizando informação sobre o modo de separação e os locais de depósito desses materiais incentivando boas práticas para a defesa do ambiente e motivar a população para fazer separação dos resíduos produzidos, possibilitando que sejam devidamente tratados e reciclados, reduzindo a quantidade de resíduos entregues no aterro. sanitário.

Faça aqui o Download do Guia Ecologico

fonte: .www.cm-figueirodosvinhos.pt/

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Feira da Ciência e Tecnologia

Governos não conseguiram travar perda de biodiversidade

Governos não conseguiram travar perda de biodiversidade
ONU alerta para consequências do não cumprimento dos objectivos propostos na Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável
O objectivo estabelecido em 2002, na Cimeira Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (Joanesburgo), para que até 2010 houvesse uma redução significativa da taxa de perda de biodiversidade a nível mundial, regional e nacional não foi cumprida.
Esta é a conclusão apresentada agora pela Organização das Nações Unidas (ONU) no seu terceiro relatório sobre a diversidade biológica.
O relatório «Perspectiva Mundial sobre a Diversidade Ecológica» (GBO-3) foi dado a conhecer ontem em Nairobi por Achim Steiner, director do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Sublinha-se aqui a falta de cumprimento por parte dos governos dos requisitos que garantam um desenvolvimento sustentável.
O conceito de «biodiversidade» definiu-se na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) como “a variedade de organismos vivos de qualquer origem, incluindo os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos, bem como os complexos ecológicos de que fazem parte. Isto inclui ainda a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e nos ecossistemas”.
A CDB é uma das três «Convenções do Rio» que surgiram na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida também como Cimeira da Terra, realizada no Rio de Janeiro, em 1992. Esta convenção entrou em vigor no final de 1993 com o objectivo de “promover a conservação da biodiversidade, a utilização sustentável dos seus componentes e a participação justa e equitativa nos benefícios que derivassem da utilização dos seus recursos”.
Em 2002, em Joanesburgo, os governos comprometeram-se a promover até 2010 uma redução significativa do ritmo da perda de biodiversidade, bem como a contribuir para a redução da pobreza.
Numerosos recursos estão ameaçados devido à perda de biodiversidadeO relatório alerta para o incumprimento por parte dos governos e para as possíveis consequências se esta tendência não se inverter. Pode ler-se que “o fornecimento de alimentos, de medicamentos, de água potável, bem como a polinização das culturas e a protecção contra as catástrofes naturais estão ameaçados pela destruição da biodiversidade”.
“É necessário levar a cabo acções urgentes para reduzir as causas directas da perda de biodiversidade”, defende. Como medidas concretas para travar o processo, o GBO-3 propõe a “utilização de incentivos de mercado e o fim de subsídios perversos, a fim de minimizar o uso insustentável dos recursos”.
Afirma também que a planificação estratégica do uso da terra e das águas traz benefícios a longo prazo apesar dos custos económicos imediatos. O relatório adverte que “a incerteza científica sobre as ligações específicas entre a biodiversidade, o bem-estar humano e o funcionamento dos ecossistemas não deve ser uma desculpa para a falta de acção”.

Fonte: Ciência Viva

Louçainha recebe Bandeira Azul pelo 4º ano consecutivo

Em 2010, a Praia Fluvial da Louçainha consegue pelo 4º ano consecutivo obter o galardão de qualidade balnear de excelência, a Bandeira Azul, única praia fluvial no distrito.

Foram hoje anunciadas as 240 Praias e 14 Marinas com a Bandeira Azul, um número inédito que regista mais 14 zonas balneares do que o ano passado, com a entrada no Programa de 13 novas praias e a reentrada de 28. Este sucesso deve-se ao trabalho conjunto das entidades que, articuladamente, tornam possível a qualidade balnear de excelência de acordo com parâmetros cada vez mais exigentes.

A Bandeira Azul é atribuída, anualmente, às praias e aos portos de recreio que cumpram um conjunto de critérios de natureza ambiental, de segurança e conforto dos utentes e de informação e sensibilização ambiental. Este galardão, símbolo de referência de qualidade ambiental que os portugueses reconhecem e valorizam, é o resultado de candidaturas que, para as praias, implicam o cumprimento voluntário de 23 critérios imperativos e quatro guia, (e dois não aplicáveis no nosso país).

A atribuição da Bandeira Azul a uma praia traduz o respeito por critérios de Qualidade da Água, de Informação e Educação Ambiental, de Gestão Ambiental e de Equipamentos e Segurança. Em relação aos portos de recreio, este galardão significa a observância de critérios referentes à Qualidade do Porto, à Gestão do Porto e Informação e à Educação Ambiental e Segurança. A verificação destes critérios é efectuada por um Júri Nacional constituído por 25 entidades do sector público e privado. O resultado desta análise é ainda objecto de escrutínio por parte de um Júri Internacional constituído por representantes de organismos internacionais do ambiente.Este galardão - Bandeira Azul – assume assim, uma incontornável importância para o concelho uma vez que é identificado como símbolo de garantia de qualidade e bem-estar.A qualidade da água, os bons acessos e os serviços prestados pelas infra-estruturas de apoio, a sensibilização ambiental, a limpeza das áreas envolventes são algumas das características valorizadas pela entidade que concedeu o galardão de qualidade à Praia Fluvial da Louçainha.

Miranda do Corvo adere ao Programa Fruta Escolar


Miranda do Corvo adere ao Programa Fruta Escolar

A Câmara Municipal aderiu e implementou já o programa “fruta escolar”. Com a implementação deste programa, mais de 500 alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico, passaram a ter a possibilidade de consumir fruta no período do lanche (manhã ou tarde).
Esta é uma medida do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, em parceria com os Ministérios da Educação e da Saúde e com as câmaras municipais. Os municípios e os agrupamentos desempenham um papel fundamental.
A fruta é distribuída duas vezes por semana em cada escola do 1.º ciclo do Concelho. Pretende-se com esta iniciativa aumentar o consumo de fruta entre os mais jovens, como forma de promover uma alimentação mais saudável.
A distribuição de fruta pelas escolas do concelho e gestão de todo o processo está a cargo da Câmara Municipal.
Nas oito distribuições mensais, a fruta é intercalada entre maçã e pêra e serão distribuídas também clementinas, duas vezes por mês.
Para além da entrega de fruta, este programa prevê ainda a implementação de medidas de acompanhamento por parte dos Agrupamentos, em colaboração com o Município, nomeadamente lúdicas e pedagógicas, com vista a reforçar a importância do consumo de fruta e as suas vantagens entre as crianças

Conferência Aquanostra traz Ministra do Ambiente a Oliveira do Hospital



Conferência Aquanostra traz ministra do Ambiente a Oliveira do Hospital
Individualidades ligadas aos sectores da Água e do Ambiente vão participar na quarta Conferência Aquanostra que se vai realizar na Casa da Cultura César Oliveira, em Oliveira do Hospital.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

União Europeia quer limitar velocidade nos carros comerciais


A União Europeia está a estudar a possibilidade de introduzir limitadores de velocidade nos veículos comerciais. De acordo com um relatório da União Europeia, os veículos comerciais devem estar equipados com limitadores de velocidade para evitar que ultrapassem os 120 km/h de modo a reduzir a sinistralidade e emissões de dióxido de carbono.

O documento revelou que “uma solução para resolver o problema (emissão de dióxido de carbono) seria ter limitadores de velocidade obrigatórios para os veículos comerciais ligeiros” visto que os veículos “são quase exclusivamente usados para fins comerciais e não precisam de exceder os 120 km/h".

A Comissão Europeia pretende reduzir as emissões para 175 gramas de dióxido de carbono (CO2) por quilómetro até 2013.

"Ciência em Movimento ETPSicó de Penela"




"Coimbra está com a Biodiversidade"


"Coimbra está com a Biodiversidade" a realizar no próximo dia 22 de Maio,Dia Internacional da Biodiversidade, no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

"Workshop de borboletas" e "Plantas Aromáticas e Medicinais Alvaiázere"


Com o objectivo de dar a conhecer e identificar as espécies que integram a biodiversidade, ao nível da fauna e da flora, do concelho de Alvaiázere, o Município vai promover nos dias 15 e 16 de Maio, um campo de iniciação à investigação científica “Plantas Aromáticas e Medicinais” e nos dias 26 e 27 de Junho um “Workshop de Borboletas”.

Filhos de Darwin sofriam de problemas de genéticos

Consanguinidade devido a casamento com prima responsável pela morte de três dos seus dez filhos

Uma equipa de investigadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, e da Universidade de Santiago de Compostela, em Espanha, constataram geneticamente que os altos índices de doenças e mortalidade entre os filhos de Charles Darwin se deveu a consanguinidade, já que o pai do evolucionismo foi casado com a sua prima Emma Wedgwood.Ironicamente, Darwin foi o pioneiro a comprovar cientificamente os efeitos prejudiciais da consanguinidade, a partir de experiencias em plantas.

Segundo o catedrático em genética da Universidade de Santiago de Compostela, Gonzalo Álvarez, Darwin interrogava-se se os seus filhos poderiam ter problemas biológicos devido ao seu casamento com a familiar.

Álvarez recorda que o autor do livro «A origem das espécies» teve dez filhos e que três morreram antes dos dez anos, uma com tuberculose e outro de escarlatina.

“Concluímos que as suspeitas de Darwin, de que o matrimónio com a sua prima foi um inconveniente do ponto de vista biológico, tinham fundamento”, relatou o cientista espanhol.

O estudo, publicado na BioScience, realizou-se através de uma genealogia extensiva de Darwin, onde se calculou o quociente de consanguinidade e, além disto, estudaram a mortalidade infantil até aos dez anos de 25 famílias vinculadas a Darwin e a Wedgwood.

Com todos os dados cruzados, os cientistas concluíram que, neste caso, a maior consanguinidade estava relacionada com a maior mortalidade infantil. “Descobrimos que aquelas famílias com maior grau de consanguinidade tinham maior mortalidade de crianças até aos dez anos”, confirmou Álvarez.

Cromossomas copiados
Mais concretamente, o catedrático explica que a consanguinidade dos filhos de Darwin era “relativamente alta, à volta de seis por cento”. Isto quer dizer que essa percentagem do genoma era hemozigótico (a sequência de um cromossoma é exactamente igual à sequência do cromossoma homologo), o que produz efeitos prejudiciais, tal como está provado através de estudos em várias espécies.A conclusão do estudo de Darwin também coincide com os dados actuais, que garantem que os filhos de primos e irmãos têm, em média, uma mortalidade maior até aos dez anos (aproximadamente quatro por cento). No entanto, há também casos de crianças, filhas de matrimónios familiares, que vivem sem qualquer tipo de problema.

Além disto, há dados científicos que demonstram que estas crianças têm uma maior susceptibilidade para contrais doenças infecciosas, como a tubérculos, o que encaixa com a causa de morte de uma das filhas de Darwin.
Fonte "Ciência Viva"


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia da Terra 2010 centra-se nas Alterações Climáticas


Dia da Terra 2010

No 40º aniversário do Dia da Terra, o tema central das comemorações são as Alterações Climáticas, que são perspectivadas como a maior ameaça ao Ambiente até à data, mas também como uma oportunidade única para se adoptar um modo de vida mais sustentável através da criação de uma economia “verde”.
O Dia da Terra foi celebrado pela primeira vez a 22 de Abril de 1970 por iniciativa de um senador americano que escolheu esse dia para uma acção de âmbito nacional de reconhecimento cívico da importância do Ambiente e da necessidade de incluir a resolução da crise ambiental na agenda política do país.
Desde então comemora-se a anualmente o aniversário da data a nível internacional, tendo sido criada a "Earth Day Network" que organiza as acções e actividades de celebração e que conta com parceiros em 190 países.
Em 2010 celebra-se o 40º aniversário da criação do Dia Terra e as comemorações centram-se num tema chave na actualidade ambiental – As Alterações Climáticas -que se apresentam simultaneamente como a maior ameaça ao Ambiente até à data e uma oportunidade única para adoptar um modo de vida mais sustentável através da criação de uma economia “verde”.
Assim, a “Earth Day Network” pretende que o dia 22 de Abril de 2010 seja um ponto de viragem com a intensificação das políticas de combate às Alterações Climáticas, promoção da eficiência energética, potenciação das energias renováveis e criação de empregos “verdes”.

Fontes:



quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

45 Dicas para Construir uma Casa mais Sustentável

45 Dicas para construir uma casa mais sustentável
- Selecção do local
- Locais pouco expostos ao vento, em particular aos ventos no Inverno
- Locais com protecção natural contra o vento, como encostas ou conjuntos de árvores
- Terrenos não sombreados por outros edifícios
- Ruas com pouco trânsito automóvel
- Locais com acesso a transportes públicos
- Perto do local de trabalho, podendo assim poupar no uso do automóvel
- Perto de comércio local
- Integração no local
- Utilizar pavimentação exterior que possibilite a fácil infiltração e drenagem da água
- Manter os espaços verdes para permitir a evapotranspiração do solo
- Evitar o uso de pavimentos betuminosos
- Escolher plantas e árvores que se integrem no local
- Desenho da casa
- Orientar a casa com a fachada maior a Sul
- As divisões com a maior utilização orientadas a Sul
- As janelas sombreadas pelo exterior, a Sul e principalmente a Poente
- Janelas pequenas viradas a Norte
- Evitar grandes áreas de janelas
- Uma boa iluminação natural em todas as divisões da casa
- Janelas em paredes opostas da casa para permitirem ventilação transversal
- Construção da casa
- Prefira materiais de origem local, como pedras e outros
- Materiais de origem reciclada
- Materiais certificados ambientalmente
- Materiais que possam ser renováveis
- Não se esqueça que os materiais têm um tempo de vida limitado e que terão um dia de ser substituídos, opte por soluções de fácil renovação
- Madeiras de origem certificada, geralmente com origem em florestas controladas
- Isolamento térmico adequado à região
- Caixilharias e vidro que promovam a redução da transmissão de calor e frio
- Caixilharias que permitam ventilarem a casa facilmente
- Isolamento junto ao solo com materiais que não apodreçam com a humidade
- Cores claras na fachada e cobertura
- Evitar tintas no interior que emitam COV’s (compostos orgânicos voláteis)
- Equipamentos
- Lâmpadas de baixo consumo
- Candeeiros com regulação da intensidade de luz
- Sensores de movimento em zonas comuns do prédio
- Electrodomésticos de baixo consumo energético e de água
- Aquecimento com equipamentos que utilizam materiais renováveis, como a madeira ou derivados da madeira (biomassa, pelletes)
- Arrefecimento com ventoinhas de tecto e/ou equipamentos energeticamente eficientes
- Torneiras em que possa ser regulada a quantidade do fluxo de água
- Torneiras termostáticas, i.e. com escolha da temperatura desejada
- Autoclismos com capacidade entre 4 a 6 litros
- Cisternas para aproveitamento de águas pluviais para a rega dos espaços verdes
- Energias renováveis
- Colectores solares térmicos para aquecimento de águas
- Colectores solares fotovoltaicos para micro-produção de electricidade
- Míni-turbinas eólicas para micro-produção de electricidade
Resíduos
- Contentores ou depósitos com separação de resíduos domésticos
- Contentores com aproveitamento de resíduos orgânicos na produção de adubo para os espaços verdes

fonte:EcoArkitekt

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Subida do Nível do Mar



- Desde o nascimento da Terra que ocorrem variações do nível do mar. Durante o último período glaciar, o nível do mar era muito inferior que o observado agora, devido ao congelamento e armazenamento da água nos continentes. Hoje em dia, o nível do mar aumenta e o principal culpado chama-se aquecimento planetário.


** Mapa de Elevação do Nível do Mar no Ano 2100, Zona Centro.


- O nível do mar pode variar devido a variação da quantidade de água nos oceanos, ou porque os continentes se movimentam. A Terra leva muito tempo para se ajustar à variação do peso da água e do gelo que se encontra em cima dela. É, por este motivo que os movimentos dos continentes, hoje, são geralmente o resultado de processos que aconteceram há milhares de anos. As variações da quantidade de água nos oceanos podem acontecer mais rapidamente.
O que influencia o nível do mar e quanto ele aumenta?


- Os dados geológicos mostram que, ao longo dos últimos 6000 anos, o nível do mar subiu, em média, 0,5 a 1,0 milímetros cada ano. Esta subida do nível da água apresentou uma variação de um local para outro mas, e de uma maneira geral, a dilatação da água e ganhos resultantes da fusão dos glaciares continentais são os grandes responsáveis por esta subida média do nível do mar. Ao longo dos últimos 3000 anos, o nível do mar aumentou de uma maneira mais lenta, em média de 0,1 a 0,2 milímetros por anos, ao contrário do observado durante o século 20, onde as taxas de elevação do nível do mar aumentaram 10 vezes mais rápido, ou seja, entre 1,0 e 2,0 milímetros cada ano. Para uma subida do nível do mar de 1 centímetro, 1 metro de terra firme costeira, aproximadamente, que se afunda na água do mar.
A maioria das pessoas pensam que a subida do nível do mar é devida à fusão dos glaciares continentais. Na realidade, o factor mais importante corresponde à diminuição da densidade da água quando ela aquece, o processo é chamado dilatação térmica (aumento de volume). Os oceanos encontram-se numa depressão (bacia) e, então, a única maneira de fazer face ao aumento de volume é de subir o seu nível.

- Um aumento da temperatura faz diminuir a densidade da água. Isto faz, então, aumentar o seu volume. Os oceanos são como bacias e a subida do nível do mar é o único meio que os oceanos têm para aumentar o seu volume. O resultado final são inundações.

*Autor: Lucinda Spokes.

- O ganho de água vinda da fusão do gelo glaciar continental representa a segunda causa mais importante da subida do nível do mar (o gelo dos "icebergs" que flutuam sobre o mar não têm nenhum efeito sobre o nível do mar, é um exemplo do princípio de Arquimedes). Se todo o gelo que se encontra sobre o continente Antárctico e Gronelândia fundisse, o nível do mar subiria 70 metros. Isto significa que uma fraca variação das quantidades de gelo que se encontram na terra firme pode ter graves consequências sobre o nível do mar. Mesmo pequenas calotas glaciares e os glaciares de dimensões reduzidas que se encontram sobre a Terra contêm água suficiente para fazer subir o nível do mar de 0,5 metros.



O princípio de Arquimedes anuncia: "Um objecto totalmente ou parcialmente imerso na água é empurrado para cima através de uma força igual ao peso do volume da água deslocada".

- Os cientistas pensam que o gelo que cobre a Antárctida, e que se encontra em quantidades enormes, não tem contribuído realmente para a subida do nível do mar ao longo do século passado. Apesar do aquecimento do clima, o aumento da temperatura no verão não é suficiente para fundir grandes quantidades de gelo. Parece, mesmo, que o aquecimento climático faz cair mais neve, favorece a formação de gelo e baixa o nível do mar nesta região. Numerosos estudos foram realizados na calote de gelo sobre o Antárctico Ocidental, porque esta região sozinha contem água suficiente para fazer aumentar o nível do mar de 6 metros. Recentemente, uma grande parte da plataforma glaciar de Larsen na Antárctida (equivalente a metade da ilha da Córsega) foi separada do resto desta plataforma. O problema é que isto pode tornar as calotas glaciares antárctica menos estáveis, que podem deslizar no mar e, por consequência, aumentar enormemente o nível dos oceanos.
As temperaturas de verão na Gronelândia, e ao contrário da Antárctida, são suficientemente elevadas para fundir algumas calotas glaciares nesta zona, o que torna esta região mais susceptível para contribuir na subida do nível do mar que a Antárctida.

- A alteração das quantidades de água líquida armazenada nos continentes, nos reservatórios e nas águas subterrâneas, é susceptível de modificar o nível do mar, mas não se sabe, ainda, em que proporção.Os modelos informáticos prevêem que o nível do mar continuará a subir ao longo deste século. As incertezas são enormes, porque os cientistas não dispõem de dados suficientes, de longo termo e repartidos em todo o planeta, para testar convenientemente estes modelos. No entanto, as melhores previsões estimam uma subida do nível do mar de 11 a 77 centímetros no final do século 21. Mesmo se estas previsões sejam válidas, todos os estudos mostram que a subida do nível do mar não será idêntica por toda a parte no mundo.
Quais são as consequências de uma subida do nível do mar?

Quando o nível do mar subir 1 centímetro, 1 metro de terras costeiras desapareceram no oceano. As consequências deste desastre são enormes:

- A maior parte da população mundial vive junto à costa. No Bangladesh, por exemplo, 17 milhões de pessoas, aproximadamente, vivem numa zona costeira com menos de um metro acima do nível do mar.

- Inundações importantes representam uma ameaça para os humanos. Um grande número da população mundial corre o risco de morrer e os movimentos destas população fugindo das zonas costeiras inundadas, em particular nos países em vias de desenvolvimento, aumentarão o risco de propagação de doenças. A quantidade e a qualidade da água doce será alterada e a saúde publica será prejudicada.

- Muitas espécies vivas correm o risco de desaparecer porque não podem adaptar-se muito rapidamente à alteração da salinidade ou à diminuição da superfície coberta de gelo.

- As regiões costeiras são essenciais na pesca, no comercio, na agricultura e no turismo. As muralhas de protecção contra as inundações instaladas junto à costa protegem estas actividades, economicamente importantes, das oscilações naturais do nível do mar. No entanto, estas protecções podem igualmente conduzir a subida do nível do mar nas zonas costeiras quando impedem o oceano de se expandir ou transbordar nas planícies naturais. Pode-se ter, então, lugar a inundações catastróficas se estas protecções forem destruídas.

Fonte: "Environmental Science Published for Everybody Round the Earth Educational Network on Climate"
Fonte: fotos.sapo.pt/madureira/pic/00049s6a/s500x500
penelambiente*

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cavaleiros do Apocalípse em Copenhaga

Greenpeace solta Cavaleiros do Apocalípse em Copenhaga

A Greenpeace deixou mais um sinal do que poderá acontecer caso não seja assinado um Acordo climático vinculativo, justo e ambicioso em Copenhaga. Ontem, dia 14 de Dezembro, a organização juntou à porta do Parlamento dinamarquês, em Copenhaga, os quatro cavaleiros do Apocalipse, caracterizados de modo a simbolizar, cada um, a morte, a fome, a guerra e a peste - quatro catastrófes que a humanidade poderá ter de enfrentar no futuro caso não sejam tomadas medidas fortes para conter as alterações climáticas.



Fonte: Greenpeace

Al Gore alerta que o Ártico pode derreter em 2014

O ex-vice-presidente americano Al Gore acredita que o Oceano Árctico poderá ficar quase sem gelo durante o Verão de 2014. O alerta foi feito ontem à margem da cimeira sobre alterações climáticas, em Copenhaga, e resulta de novas projecções baseadas em modelos feitos por computador.

A previsão contraria outra publicada no início do ano por uma agência do governo norte-americano que prevê que o gelo do Ártico apenas desaparecerá em 2030. No entanto, Al Gore assegura que alguns modelos apontam que há 75% de hipóteses de a camada de gelo do Pólo Norte desaparecer no Verão, dentro de cinco ou sete anos.

“É difícil de traduzir o assombro que os especialistas na ciência do gelo sentiram quanto viram isso”, disse Gore, que se uniu a autoridades da Escandinávia para apresentar os dados. O grupo apresentou dois novos estudos que actualizam os possíveis desdobramentos e transformações climáticas no Pólo Norte.
Fonte: Agências

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Consumo de Soja previne recorrência do cancro

Consumo moderado de soja previne recorrência do cancro da mama

O consumo diário de 5,3 a 11 gramas de alimentos à base de soja pode ajudar a reduzir em 29 por cento o risco de morte e em 32 por cento a probabilidade de recorrência do cancro da mama nas mulheres. Estas conclusões estão patentes num estudo do Centro Médico da Universidade Vanderbilt, nos EUA, publicado na revista da Associação Médica Americana.“Verificámos que as mulheres com historial de cancro da mama, que consumiam quantidades moderadas de alimentos de soja, tinham prognósticos mais favoráveis”, afirma Xiao Ou Shu, autor do estudo.
O investigador acrescentou que “a soja tem um efeito muito similar ao do tamoxifeno”, que bloqueia a acção do estrogénio no corpo. Na realidade, explica o cientista, este alimento reduz os níveis de estrogénio na medida em que se liga aos seus receptores. Esta investigação incluiu cinco mil mulheres diagnosticadas com cancro da mama entre 2002 e 2006, cujas idades se situavam entre os 20 e os 75 anos.


fonte "Ciência Hoje"

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Alterações Climáticas e o Mapa Vinícola

Consequências das Alterações Climáticas e o Mapa Vinícola

Que o aquecimento global, cujo combate dominará a Cimeira de Copenhaga no próximo mês, ameaça o planeta, é um dado adquirido. A subida do nível dos mares, o aumento das temperaturas ou o perigo de extinção de animais como os ursos polares são alguns dos riscos mais citados nos últimos tempos. Mas há muitas outras consequências. A alteração do mapa vinícola é uma delas.

A alteração do mapa vinícola é uma delas.Com efeito, o clima é um factor de extrema importância na produção de vinho, já que influencia o seu principal trunfo, que é o sabor. Se estiver demasiado frio, os bagos das uvas não desenvolverão sabores frutados nem produzirão açúcar suficiente, conferindo um gosto ácido ao vinho, salienta a Reuters. Se, pelo contrário, fizer demasiado calor, a uva produzirá muito açúcar, dando ao vinho um sabor gelatinoso e encorpado.Acontece que, com o aquecimento global, o mapa internacional do vinho tem vindo a alterar-se, movendo-se mais para Norte.

Quem está a beneficiar, por exemplo, são os britânicos, pois as Primaveras e Outonos mais amenos estão revitalizar uma tradição de produção de vinho tinto que tinha morrido há cerca de 600 anos.“Temos beneficiado do aquecimento global”, comentou à Reuters o gestor da Denbies Vineyard, Chris White, cuja casa vinícola se situa a Sul de Londres.

Quem tem vindo a perder são os franceses, tão conhecidos pelos seus vinhos. É o caso das regiões da Borgonha e Alsácia. “A Alsácia, no Nordeste de França, que costumava produzir vinho tinto muito leve, está agora a produzir vindo mais encorpado”, referiu o mesmo responsável, acrescentando que esse cenário também está a ser observado na Alemanha.

De acordo com um relatório do movimento ecologista Greenpeace, divulgado em Agosto e citando um estudo da Universidade de Borgonha, as melhores latitudes para a produção de vinho poderão mover-se 1.000 quilómetros para Norte no final deste século se nada for feito para travar o aquecimento. E já está a acontecer, o que levará os produtores de vinho a terem de redesenhar o mapa vinícola internacional. É que as regiões de produção estão a desenvolver características que se encontravam nas zonas mais a Sul.

"fonte "Jornal de Negócios"